Depressão: sintomas, diagnóstico e tratamento

O que é a depressão 

A depressão é caracterizada pela diminuição do prazer pela vida, afetando negativamente a forma como a pessoa se sente, pensa e vive. Isso acontece por causa do desequilíbrio químico do cérebro que gera uma diminuição da distribuição de neurotransmissores como a serotonina, por exemplo, diretamente ligada à sensação de bem-estar. 

Os principais fatores que podem desencadear a depressão são: 

  • Genética
  • Estresse crônico
  • Ansiedade 
  • Desequilíbrios hormonais 

A seguir, confira os principais sintomas da depressão.

Principais sintomas da depressão 

Humor depressivo

Sensação de apatia, autodesvalorização e sentimento de culpa, onde existe a perda da capacidade de sentir prazer ou alegria. 

Pensamentos suicidas 

Pelo vazio existencial e por se julgarem um peso na vida de entes queridos e amigos, geralmente quem está acometido com essa doença vê a morte como uma forma de alívio. 

Falta de disposição 

Há um cansaço excessivo, falta de vontade e extrema sonolência. 

Dores

Entre os principais sintomas físicos estão: mal estar, cansaço, dor no peito, taquicardia e sudorese.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da depressão é feito por um profissional especializado, para que seja recomendado o tratamento adequado. Confira no próximo tópico as principais formas de tratamento da depressão. 

Tratamento 

O principal tratamento da depressão ocorre de forma complementar, que é a psicoterapia e o acompanhamento psiquiátrico. 

A psicoterapia auxilia no autoconhecimento, na identificação dos pensamentos e comportamentos negativos mostrando novas formas de lidar com os conflitos internos. Já o acompanhamento psiquiátrico é essencial para a administração dos medicamentos e monitoramento de sintomas. O tratamento pode durar por meses ou durante anos. 

Além disso, ter um estilo de vida mais saudável, com uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios físicos podem ajudar no combate aos sintomas da depressão, complementando o tratamento psicológico e psiquiátrico. 

Busque ajuda! 

Se você apresentar algum sintoma da depressão, não hesite em buscar ajuda médica.

Insônia infantil e melhora da qualidade de vida de pais e filhos

Os distúrbios do sono em crianças e adolescentes são uma queixa frequente nos consultórios pediátricos, acometendo mais da metade dos pacientes e prejudicando o sono de toda a família. É natural que um recém-nascido durma em média de 14 a 17 horas ao longo de um dia. Com o crescimento este tempo de sono tende a reduzir para 11 a 14 horas em crianças e 8 a 10 horas na adolescência, contudo nem todos tem um ciclo de sono regular, apresentando dificuldades de iniciarem e/ou manterem o sono.

Os despertares noturnos ocorrem com frequência entre cada ciclo do sono que dura  de 90 e 120 minutos, geralmente na fase REM, o saudável é que se volte a dormir espontaneamente.

Há diversas formas que os distúrbios do sono podem ocorrer e variam de acordo com a idade e o desenvolvimento da criança. Durante os primeiros anos de vida são mais frequentes as queixas de dificuldades para iniciar o sono com ou sem despertares noturnos frequentes. Entre 1 e 2 anos a parassonia (despertar confusional) e a síndrome da apneia do sono são mais frequentes. A partir da idade pré-escolar ocorrem os distúrbios relacionados à higiene inadequada do sono e na adolescência os distúrbios por atraso no horário de dormir ou a movimentos excessivos durante o sono. Segue tabela da prevalência dos diferentes distúrbios que ocorrem com o sono:

INSÔNIA

Segundo um artigo de revisão publicado no Jornal de Pediatria, a Insônia é a maior queixa dentre os distúrbios do sono, ocorrendo em 20 a 30% dos casos, é diagnosticada pela dificuldade de iniciar o sono, de manter o sono (despertares frequentes com dificuldade de retornar ao sono) ou de despertar antes do horário habitual com incapacidade de retornar ao sono. Com a frequência de noites mal dormidas a insônia pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo, o humor e a qualidade de vida das crianças causando problemas no meio social, educacional e comportamental. Os pais acabam sofrendo com os mesmos problemas somados ao prejuízo no meio profissional, devido o sono durante o trabalho.

Doenças que predispõem a insônia

Dormir é uma atividade aparentemente simples, porém esta ação requer um relaxamento de todo o corpo e é justamente por isso que o sono é facilmente prejudicado quando o corpo não está são. A insônia pode manifestar-se como reflexo de outras doenças que a predispõe, seguem alguns exemplos de doenças:

  • Asma
  • Obesidade
  • Doenças Neuromusculares
  • Refluxo Gastroesofágico
  • Epilepsia
  • Hiperatividade
  • Autismo
  • Ansiedade
  • Depressão

Comportamentos que propiciam a Insônia

Não é obrigatório ter uma doença para apresentar quadros de insônia, crianças e adolescentes saudáveis também podem sofrer com este mal devido a fatores comportamentais que também interferem na saúde do sono, veja a seguir alguns:

  • Rotina de sono irregular
  • Fatores genéticos
  • Temperamento
  • Depressão materna
  • Comportamento dos cuidadores no despertar noturno
  • Alimentação noturna
  • Bullying

Pesquisadores da PUC do Rio Grande do Sul em parceria com a Universidade La Sapienza (Itália) publicaram uma tabela das causas e fatores que precipitam a insônia de acordo com a faixa etária:

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Ferramentas de diagnósticos de Insônia em crianças e adolescentes

A insônia é facilmente controlada quando tratada corretamente. Sua detecção precoce é fundamental para o início do tratamento e o melhor prognóstico do quadro. Na consulta pediátrica de rotina um instrumento que pode auxiliar na triagem é o algorítmico Bears, composto de cinco questões de fácil aplicação e que evidência um bom poder de detecção de alterações do sono. Para crianças de até 3 anos utiliza-se o Brief Infant Sleep Questionnaire e crianças acima de 3 anos indica-se o Sleep Disturbance Scale for Children.

Referência bibliográfica

Magda Lahorgue Nunes e Oliviero Bruni. Insônia na infância e adolescência: aspectos clínicos, diagnóstico e abordagem terapêutica. J Pediatr (Rio J). 2015;91(6 Suppl 1):S26—S35

Melatonina

Eficaz na prevenção e tratamento de insônia em crianças e adultos.